Venda de livros cresce 10% de agosto para setembro

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A venda de livros cresceu 10% de agosto para setembro de 2017. O brasileiro lê em média cinco livros por ano. Esse índice é considerado muito baixo em relação aos países desenvolvidos.

Fonte: Jornal da Band

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O mercado de livros digitais no Brasil

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Que a tecnologia facilita a rotina todos já sabem. Melhor ainda quando ela se une à literatura. Os livros digitais estão ganhando espaço por serem mais práticos e baratos. Saiba como anda o mercado de e-books no Brasil!

Fonte: Canal Futura

18ª Bienal do Livro celebra paixão pela leitura

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Desta vez, os organizadores prometem uma programação maior que a da última edição, que movimentou R$ 83 milhões. Além disso, as celebridades do mundo virtual impulsionam as vendas e atrai seguidores para o evento que celebra a paixão pela leitura.

Fonte: Jornal da Record

A História de Rolando Boldrin, Senhor Brasil

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A História de Rolando Boldrin, Senhor Brasil foi lançada no dia 28 de junho de 2017, e além de autógrafos, o homenageado fez um apresentação especial.

Fonte: Metrópolis

AINTEC lança e-book sobre propriedade intelectual

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O objetivo é elucidar dúvidas sobre o processo de registro de propriedade intelectual. Ao todo, cinco e-books estão disponíveis para consulta no site da AINTEC – Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Fonte: TV UEL

Escola cria programa de incentivo à leitura entre as crianças

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Para sedimentar o prazer pela leitura junto as crianças, o contato com os livros deve ser diário e feito de forma lúdica. É essa a estratégia de uma escola municipal de Bauru (SP), que vem dando excelentes resultados.

Fonte: TV Unesp

Processamento mínimo de hortaliças é tema de publicação da Esalq

Editada pela Divisão de Biblioteca da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), foi lançada a edição número 62 da Série Produtor Rural. O novo exemplar aborda os princípios e as práticas do processamento mínimo de hortaliças.

A publicação atende a uma tendência do mundo moderno, que reduziu o tempo para preparo dos alimentos e, ao mesmo tempo, motivou a busca por uma alimentação mais saudável. A configuração mais enxuta das famílias também propiciou a comercialização de pequenas porções rapidamente consumidas, atendendo a parâmetros de conveniência e alimentação segura.

Com o objetivo de apresentar princípios e práticas sobre o tema, a cartilha traz informações sobre aspectos fisiológicos, sanitários e cuidados para evitar a deterioração de alimentos, métodos de processamento, acondicionamento, conceitos de embalagem e referências de legislação para os produtos minimamente processados.

A obra tem autoria de Ricardo Alfredo Kluge, professor do Departamento de Ciências Biológicas da Esalq; Ana Cecília Silveira, professora adjunta da Faculdade de Agronomia da Universidade da República do Uruguai; Carlos Inestroza Lizardo, professor da Universidade Nacional de Agricultura de Honduras, e Natalia Dallocca Berno, doutoranda em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq.

A publicação pode ser adquirida no site da Biblioteca e a versão on-line pode ser conferida através deste link.

Mais informações:

Telefone: (19) 3429-4240
E-mail: publicacao.esalq@usp.br

FONTE: Jornal da USP

Fiocruz lança cartilha infantil sobre como combater o Aedes aegypti

O Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores (Nosmove) da Fiocruz acaba de lançar a cartilha Os pequenos mosqueteiros contra dengue, zika e chikungunya. Destinado ao público infantil, o material é apresentado em uma edição colorida e dinâmica que favorece a comunicação com as crianças. A cartilha insere conteúdos fundamentados no conceito da Promoção da Saúde que contribuem para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis pela construção de ambientes saudáveis.

Idealizado pela pesquisadora Nildimar Honório, do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários (IOC) do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), o trabalho é mais um dos frutos da atuação do referido núcleo. O Nosmove desenvolve atividades como o monitoramento entomológico no campus da Fiocruz, visando promover a saúde de trabalhadores, estudantes e visitantes que transitam na instituição, além de ações de divulgação científica em eventos, palestras e oficinas em escolas e a produção de material didático como a cartilha.

O Nosmove também atua na capacitação, atualização e formação de recursos humanos para o SUS, com ênfase nos técnicos e gestores que atuam em programas de controle. “Sentíamos falta de um material como a cartilha, voltado às crianças e com o objetivo de trabalhar alguns conceitos importantes nas escolas e em suas casas, com os seus familiares”, afirma Nildimar.

O primeiro passo de Nildimar foi reunir a equipe Nosmove e convidar a pesquisadora (atualmente professora-adjunta na UFRJ) Gerusa Gibson e o cartunista Manoel Mayrink para serem organizadores e coautores da cartilha. A produção da cartilha durou seis meses e contou ainda com a colaboração de pesquisadores do IOC, da Escola Nacional de Saúde Pública e do Instituto Nacional de Infectologia (INI), três unidades da Fiocruz, e ainda de profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio de Janeiro e da Universidade de São Paulo (USP). “Também tivemos o apoio da Faperj e CNPq e contamos com a colaboração de profissionais da Creche Bertha Lutz, da Fiocruz, onde ocorreu o lançamento”.

A recepção à cartilha tem sido tão boa que a SES vai reproduzir o material para ser distribuído em escolas fluminenses, com apoio das secretarias municipais e Estadual de Educação. “Apesar de ser voltada para o público infantil, com uma linguagem própria para crianças, a cartilha tem informações científicas, corretas e precisas, validadas por pesquisadores da área. E mesmo as crianças que ainda não dominam o processo de leitura e de escrita se beneficiam do conteúdo, quando pais e professores leem para elas e executam juntos as atividades”, observa Nildimar.

Na cartilha são apresentados conhecimentos, desafios e curiosidades sobre o mosquito Aedes aegypti. Também conta a história de três personagens: Ana, Chico e João, que apresentam os hábitos e comportamentos do Aedes aegypti, principal mosquito vetor dos vírus dengue, zika e chikungunya. A cartilha desperta o olhar infantil para o conhecimento sobre a biologia do mosquito e os principais criadouros utilizados por ele para realizar a oviposição, além de reforçar as ações de prevenção, incluindo os cuidados que devemos ter no ambiente domiciliar.

O objetivo de Nildimar e sua equipe é dar continuidade à criação de novos materiais educativos para o público infantil. Cita, como exemplos de temas, a biologia de outras espécies de mosquitos que possam estar envolvidas na transmissão dos vírus, o conhecimento sobre os vírus e as doenças por eles transmitidas. O importante, segundo a pesquisadora, é primar pela forma lúdica de passar o conhecimento para as crianças, pois essas serão as grandes multiplicadoras do conhecimento e geradoras de mudança de comportamento, conforme colocado pela pesquisadora Angela Junqueira, do IOC, uma das colaboradoras da cartillha.

O Nosmove é fruto de uma parceria iniciada em 2010 entre a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, o Instituto Oswaldo Cruz e a Diretoria de Administração do Campus, e é coordenado por Nildimar e Izabel Reis, ambas do IOC. No momento, Nildimar faz estágio de pós-doutoramento no Laboratório de Entomologia Médica da Universidade da Flórida.

A cartilha pode ser baixada neste link.

FONTE: Eco Debate

Congresso sobre defensivos agrícolas naturais realizado na Embrapa dá origem a livro gratuito

A Embrapa publicou recentemente o livro Defensivos Agrícolas Naturais: uso e perspectivas – que nasceu da necessidade de se enquadrar as informações contidas nas discussões científicas e palestras proferidas durante o V Congresso Brasileiro de Defensivos Agrícolas Naturais, realizado na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna/SP), no qual foi discutido o papel dos defensivos naturais na agricultura do século XXI.

Trata, em seus capítulos iniciais, sobre temas ligados ao acesso ao patrimônio genético natural, legislação para o desenvolvimento e uso de defensivos naturais, testes laboratoriais e qualidade de análises exigidas para o registro destes produtos. Analisa questões referentes ao potencial de desenvolvimento de defensivos naturais derivados de plantas, incluindo questões concernentes à biodiversidade, tecnologia de obtenção, pesquisa e uso de defensivos agrícolas naturais.

Apresenta, sob a ótica epidemiológica do controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas e as visões do produtor e da indústria, o processo de transição para um modelo agrícola de base biológica em diferentes escalas, ou seja, grandes culturas, cultivo intensivo e outros.

Conforme explicou Isabel Penteado, chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, o livro conta com mais de 70 autores, em 24 capítulos, onde reúne uma grande e importante quantidade de informações. “Discute desde aspectos regulatórios e modelagem, até os temas mais diretamente ligados à produção e uso de defensivos naturais, o que certamente será de grande utilidade aos interessados no tema,” disse Isabel.

Já Yelitza Colmenarez, representante Regional do Centro Internacional para Agricultura e Biociência (Cabi) para América Latina e Caribe (em sua sigla em inglês), que também assina um dos capítulos do livro, salienta que a edição fornece informações atuais, apresentando pesquisas e experiências na utilização dos métodos naturais de controle, com comprovada eficiência, na procura de aumentar a sua utilização e de práticas mais sustentáveis na produção agrícola.

Ainda segundo Yelitza, “apesar da crescente importância que métodos sustentáveis de controle de pragas vêm ganhando nos últimos tempos, devido principalmente aos efeitos negativos causados pelo uso excessivo e incorreto de agrotóxicos, é difícil encontrar num único livro, recopilação sobre defensivos agrícolas naturais da forma em que se apresenta nesta obra, passando pelo uso dos botânicos, parasitoides, predadores e entomopatógenos, discutindo de forma crítica o potencial e desafios para o uso, produção e comercialização dos mesmos,” explica ela.

Os editores técnicos, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, apontaram a atualidade da temática da obra pela capacidade de contribuir para o avanço e consolidação do tema no País, e pelo alto grau de relevância, tanto para pesquisadores e indústrias de insumos, quanto para técnicos e produtores que perseguem uma agricultura baseada em sustentabilidade.

Nesse contexto, o bibliotecário da Embrapa Meio Ambiente Victor Paulo Simão ressalta que a oferta da obra à sociedade certamente trará o benefício da informação a pesquisadores, estudantes, agrônomos, técnicos agrícolas e agricultores, ou seja, todos aqueles atores com algum grau de interesse na produção segura e sustentável de alimentos e outros produtos vegetais.

Defensivos naturais

Os defensivos agrícolas naturais são os produtos originários de partes de, ou compostos extraídos de plantas, microrganismos, animais e minerais. São sistemas em franca expansão que buscam obter vantagens das interações de ocorrência natural, dando ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais. Estão em contraste ao modelo usual, que usa defensivos químicos para realizar o controle de pragas.

Ao dar ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais, estão em plena consonância com as expectativas dos consumidores que buscam produtos mais saudáveis. Por essa razão, defensivos naturais experimentam um crescimento no Brasil e no mundo, principalmente nas pequenas e médias propriedades agrícolas e na agricultura familiar, mas também já é utilizado em grandes propriedades agrícolas.

Dessa forma, o mercado de defensivos naturais, principalmente capitaneado pelo controle biológico, está crescendo cerca de 16% ao ano no mundo.

No Brasil esse segmento do agronegócio já representa de 3 a 5% das vendas dos pesticidas químicos e há espaço para continuar crescendo. Esse movimento tem colocado os defensivos agrícolas naturais em discussão, como opção viável para a produção saudável de alimentos.

O livro lançado pela Embrapa busca reunir o resultado desses debates no âmbito da pesquisa e pode ser baixado gratuitamente neste link.

FONTE: Embrapa Meio Ambiente
Marcos Vicente – Jornalista
Telefone: (19) 3311-2611

Guia prático de manejo florestal orienta pequenos produtores rurais

O que é Manejo Florestal Sustentável? Como é feito? Como licencia a atividade? Destinado aos pequenos produtores e futuros pequenos produtores florestais, o Guia Prático de Manejo Florestal de Pequena Escala no Amapá, lançado recentemente, detalha a legislação que regulamenta a atividade, a importância dos atores necessários para a produção licenciada e conduz o pequeno produtor no caminho do licenciamento e produção sustentável.

Aos que não praticam a atividade, o Guia apresenta o potencial empreendedor da atividade florestal, os atores envolvidos do processo produtivo florestal e auxilia a entender as complexas etapas realizadas sob a copa da floresta Amazônica durante o manejo florestal licenciado, de seu planejamento à comercialização, passando pela documentação necessária e todos os trâmites envolvidos.

Elaborado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) em parceria com o Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF/AP), Governo do Estado do Amapá, Grupo de Pesquisas e Intercâmbios Tecnológicos (GRET), Conservação Internacional (CI-Brasil), o informativo está disponível para download neste link.

O Guia auxilia para que a legislação atual de produção em pequena escala do Amapá se apresente ainda mais como uma ferramenta de inclusão sócio-produtiva pela geração de renda à partir do uso sustentável dos recursos florestais madeireiros.

Porém, frente a complexidade apresentada para a regularização da atividade, o guia indiretamente demostra que a legislação desenvolvida para favorecer a produção em pequena escala de famílias e comunidades do interior do Amapá ainda não atingiu seu ponto ótimo e pode ainda ser melhorada para levar maior autonomia e atratividade para que pequenos produtores e comunidades amazônicas do estado ingressem no mercado florestal sustentável e licenciado.

O material em versão impressa será distribuído gratuitamente aos produtores do Estado.

FONTE: Eco D

Publicações sobre carvão sustentável são lançadas por ONGs e empresas do setor

Promover ações que incidam sobre os fatores críticos socioambientais da produção do ferro gusa e do carvão vegetal, visando à consolidação de uma cadeia sustentável do aço brasileiro é o objetivo do Grupo de Trabalho (GT) Carvão Sustentável. O grupo vem discutindo estratégias de mobilização desde 2010 e é responsável pela criação de uma ferramenta de rastreabilidade de implementação gradual, o Programa Modular de Verificação da Origem do Carvão Vegetal (PROMOVE).

O GT Carvão Sustentável é representado por empresas do setor de ferro gusa dos estados de Mato Grosso do Sul (Vetorial e Simasul), Maranhão, Pará e Minas Gerais e por organizações como, o WWF-Brasil, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) Brasil, o Instituto Ethos, o Imaflora, a Fundação Avina e o Banco Santander.

“O GT Carvão Sustentável representa um movimento organizado por diferentes partes interessadas na busca de uma solução negociada, que seja capaz de contemplar interesses empresariais e da sociedade civil. Tais soluções, orientam ações e compromissos empresariais acerca das boas práticas socioambientais na produção do carvão vegetal destinado à produção de ferro gusa, além de dar transparência à performance socioambiental de empresas deste setor”, explica David Escaquete, da Imaflora.

A necessidade de melhor posicionamento e adequação do setor siderúrgico com o apoio de entidades de setores diversos da sociedade civil e do poder público, com o intuito de gerar melhorias nas questões sociais, trabalhistas e ambientais é tema de uma das publicações lançadas pelo Grupo. “Princípios, critérios, indicadores e explicações do carvão sustentável e regras de participação do PROMOVE” traz informações de como participar da iniciativa, definições, documentos de referência, exigências para entrada e permanência, entre outros dados.

A outra publicação é uma cartilha com diversas informações sobre o PROMOVE tais como, funcionamento, participação e adesão de empresas e auditoria. A iniciativa é inspirada em programas modulares existentes em outros setores e difundidos mundialmente.

Para Julio Cesar Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, as publicações produzidas por meio do desenvolvimento do Grupo de Trabalho contribuem para o estabelecimento de uma cadeia de ferro gusa sustentável, baseada na redução da degradação de ambientes naturais, a promoção de trabalho justo e na sustentabilidade e auto suficiência da cadeia.

“O WWF-Brasil reconhece a necessidade de atender as demandas globais de produção, contudo, entende também que é preciso desenvolver cadeias de produção que não impactem ainda mais os recursos naturais limitados do nosso planeta, assim, o modelo apresentado nas publicações podem tornar o Brasil um exemplo para os outros países na produção de um ferro verde”, explica Julio.

Neste momento o setor de ferro gusa no Brasil vem sofrendo dificuldades e passando desde 2015 por processos de desligamento de funcionários e redução da venda do produto. Segundo Gustavo Corrêa, da Vetorial, o tema do carvão vegetal sustentável é altamente importante para a siderurgia e para a economia nacional. “É necessário que a sociedade entenda os benefícios do carvão vegetal em relação ao combustível fóssil. Dar destaque ao carvão é dar foco também para soluções ambientais e sociais muito importantes”, afirma ele.

Baixe as publicações

Princípios e critérios do carvão sustentável (PDF – 5,89 Mb)

Cartilha PROMOVE (PDF – 3,33 Mb)

FONTE: WWF-Brasil

Livro apoiado pelo CNPq cataloga espécies de aves da caatinga

Em uma das regiões mais áridas do País, 300 km distantes da capital do Rio Grande do Norte, na Estação Ecológica do Seridó (ESEC do Seridó), centenas de espécies de aves encontram abrigo e alimentação e se reproduzem. Mais precisamente, 202 espécies já registradas. Dessas, 102 ilustram a publicação Guia de Aves da Estação Ecológica do Seridó, coordenada pelo professor Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ex-bolsista de Doutorado no Exterior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Resultado do Projeto “Dinâmica populacional, demografia e conservação das aves da Estação Ecológica do Seridó“, o guia é o primeiro a retratar as aves da Estação, localizada no município Serra Negra do Norte, área de grande importância para o conhecimento do Bioma da Caatinga. São 74 páginas, com informações gerais sobre as 102 espécies, com fotos e descrição de alguns de seus aspectos biológicos.

O projeto foi apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico por meio da Chamada CNPq/ICMBio 13/2011 que visava ao apoio a pesquisas relacionadas ao manejo, uso e conservação da biodiversidade, e a proteção do patrimônio cultural e dos recursos naturais em Unidades de Conservação Federais e seu entorno no Bioma Caatinga. A Chamada contou com o cofinanciamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A publicação foi realizada por Pichorim e outros dois autores, João P. T. Damasceno e Guilherme Toledo-Lima, e tem como organizadores Ricardo D. de Araújo e Pedro V. S. Ferreira.

Além de democratizar o acesso às informações sobre as aves, o livro também tem como objetivo despertar o interesse pela observação de aves, bem como, conscientizar a população local da importância da preservação das aves e também fornecer material bibliográfico para educação ambiental e conscientização nas escolas.

“Quando alguém aprende a identificar uma ave e passa a conhecer seus nomes popular e científico, certamente se estabelece um vínculo de conhecimento que leva à procura de novas informações e à busca por outros aspectos da biologia desta mesma espécie”, defendem os autores da publicação.

A lista de pássaros, presentes no bioma, inclui aves como o urubu-rei, gavião, caburé, pica-pau-branco, juriti, jibão de couro, o acauã, a araponga-do-nordeste, o galo de campina, a seriema e o arapaçu do nordeste, que não só desempenham naturalmente atividades importantes como o controle de pragas e a polinização de flores, como também fazem parte da identidade cultural e regional da população local.

O livro está disponível em mídia digital, de forma gratuita, podendo ser baixado por meio deste link.

FONTE: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Diálogos | Agronegócio, gestão, inovação e sustentabilidade

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Indicado ao prêmio Jabuti 2016, o livro Agronegócios: gestão, inovação e sustentabilidade, de autoria de professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e de demais instituições, traz à tona um debate sobre o potencial do agronegócio na nova dinâmica produtiva. Um dos organizadores do livro, o professor da Unesp em Tupã Timóteo Ramos Queiróz, comenta os impactos do agronegócio junto aos produtores e aos consumidores. No “Ponto de Contato”, o professor da Unesp Gessuir Pigatto destaca o uso das tecnologias pelos produtores e indústrias de modo a garantir inovação aos processos produtivos.

FONTE: TV Unesp

Prefeitura de São Paulo lança publicação sobre experiências de segurança alimentar

A Prefeitura de São Paulo lançou no dia 15 de dezembro de 2016 publicação sobre as iniciativas de segurança alimentar e nutricional promovidas na cidade. O livro Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na Cidade de São Paulo: Ações, Desafios e Perspectivas do Papel da cidade na Alimentação reúne 12 artigos sobre experiências paulistanas de combate à fome, formação de hábitos alimentares saudáveis e fortalecimento da agricultura familiar.

O livro foi lançado em evento realizado pela prefeitura no Espaço Gourmet do Mercado Municipal de São Paulo, com a participação do Centro de Excelência contra a Fome, uma parceria entre governo brasileiro e Programa Mundial de Alimentos (PMA).

“Uma das evidências de que nos tornamos referência em segurança alimentar e nutricional foi a recente premiação da cidade de São Paulo pela Bloomberg Philanthropies, entre outras 293 cidades”, afirmou Ana Estella Haddad, primeira dama de São Paulo.

“Há três anos, o Programa Mundial de Alimentos estabeleceu uma parceria com a Prefeitura de São Paulo porque viu que São Paulo estava se tornando um celeiro de boas práticas em segurança alimentar e nutricional, práticas que queremos compartilhar com outros países”, disse Mariana Rocha, assessora de parcerias do Centro de Excelência.

“Este livro apresenta o amplo horizonte de ações que foram realizadas, como a adoção de marcos legais e o fortalecimento da participação da sociedade civil”, completou.

“É o resultado de um trabalho muito importante, articulado e integrado. Todos aqui sabem como é difícil fazer ações e políticas públicas integradas, mas acho que este esforço foi coroado hoje com o lançamento desse livro que fica para a cidade e, principalmente, para todos nós que atuamos nessa área”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, Artur Henrique.

A publicação foi elaborada por um grupo interdisciplinar de gestores, docentes e pesquisadores e apresenta um balanço dos resultados da estratégia integrada da construção da Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, e destaca alguns desafios para sua implementação nos próximos anos. A edição da publicação contou com o apoio do Centro de Excelência contra a Fome, no âmbito de sua parceria com a Prefeitura de São Paulo.

A publicação, que conta com a participação de 27 autores, é resultado do trabalho conjunto do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMUSAN) e da Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE).

FONTE: ONU Brasil

Livro sobre palmeiras nativas do Brasil recebe menção honrosa

Já ouviu falar de Babaçu, Butiá, Caiaué, Macaúba, Patauá? Essas são algumas das 12 espécies que recebem um capítulo cada no livro Palmeiras Nativas do Brasil, uma produção editorial da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM) e Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) lançada em 2016 e que no mês de novembro recebeu o certificado de Menção Honrosa na categoria Ciências Naturais e Matemáticas pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), por ocasião do Prêmio ABEU 2016.

Participam do livro como co-autores 58 pesquisadores que atuam no Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil, incluindo pesquisadores da Embrapa e colaboradores de outras instituições. São editores técnicos do livro os pesquisadores Ricardo Lopes (Embrapa Amazônia Ocidental), Maria do Socorro Padilha de Oliveira (Embrapa Amazônia Oriental), Marcelo Mattos Cavallari (Embrapa Pecuária Sudeste), Rosa Lia Barbieri (Embrapa Clima Temperado), Léo Duc Haa Carson Schwartzhaupt da Conceição (Embrapa Cerrados).

Para o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Ricardo Lopes, um dos editores e articulador da elaboração do livro, o reconhecimento pela ABEU valoriza os esforços que os pesquisadores da Embrapa e de instituições parceiras tem feito para que esse grupo de espécies nativas tenham maior importância e espaço no mercado. Esses estudos valorizam a biodiversidade do País, e abrem caminho para maior geração de emprego e renda na agricultura, oferecendo novas opções de cultivos sustentáveis de espécies perenes.

Segundo Lopes, além de reunir os resultados de pesquisa que orientam a exploração econômica dessas espécies, espera-se que o livro contribua para demonstrar que com maior investimento em pesquisa é possível dar utilidade econômica à nossa biodiversidade, particularmente as espécies perenes e de longo ciclo, que demandam aporte contínuo e regular de recursos para resultados de médio e longo prazo.

O chefe geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Brum Rossi, destaca que este livro mostra o estado da arte em conhecimentos botânicos, genéticos, técnicas para a multiplicação, cultivo e processamento da produção, germoplasma disponível e melhoramento genético de palmeiras nativas de diferentes regiões do Brasil. Rossi destaca que as palmeiras abordadas no livro têm sido foco de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Embrapa e instituições parceiras, nas últimas décadas. Na obra estão incluídas 12 espécies utilizadas com diferentes níveis tecnológicos, do extrativismo ao cultivo, aplicando-se práticas modernas de manejo. Essas espécies foram priorizadas em decorrência da demanda de mercado atual ou ao potencial que elas apresentam.

O livro, com 432 páginas, inicia com uma panorama sobre conhecimentos da botânica, ecologia, usos e conservação de palmeiras brasileiras e em seguida dedica um capítulo a cada uma destas palmeiras: Açaí-do-pará, Babaçu, Bacaba, Buriti, Butiá, Caiaué, Inajá, Macaúba, Patauá, Pupunha, Tucumã-do-amazonas e Tucumã-do-pará. Algumas dessas palmeiras são alvo de interesse pela produção de óleo, para uso energético (biocombustíveis), industrial (lubrificantes), produção de cosmético ou na alimentação, outras com interesse na polpa dos frutos e/ou no palmito para consumo como alimento.

Palmeiras Nativas do Brasil está disponível para venda na Livraria Embrapa pelo site www.embrapa.br/livraria.

Mais informações podem ser obtidas também pelo telefone (61) 3448-4236 ou pelo e-mail livraria@embrapa.br.

FONTE: Embrapa Amazônia Ocidental
Siglia Souza – Jornalista
Telefone: (92) 3303-7852

Publicação sobre Boas Práticas de Manejo para a aquicultura é disponibilizada pela Embrapa

A adoção de Boas Práticas de Manejo (BPM) é uma das estratégias mais eficientes para reduzir eventuais impactos ambientais negativos causados pelos sistemas de produção de peixes, camarões e outros organismos aquáticos. Sua finalidade é contribuir para a melhoria da qualidade da água e dos índices de desempenho zootécnico de forma a aumentar a produtividade e a rentabilidade da produção em viveiros escavados e em tanques-rede, e também atender as demandas da Lei 12.651, de 25 de maio de 2012, conhecida como novo Código Florestal.

Por isso, explica o pesquisador Julio Queiroz, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna/SP), foi elaborada a Circular Técnica 25, disponibilizada pela Embrapa, que busca indicar um conjunto de BPM para monitoramento e manejo da qualidade da água em viveiros escavados e reservatórios. “As BPM indicadas nessa Circular Técnica foram atualizadas a partir da síntese de vários trabalhos de modo a contribuir de forma prática e objetiva para a melhoria da produção de peixes.

Algumas das BPM propostas são resultantes de projetos de pesquisa conduzidos pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com outras Unidades no âmbito do Projeto Aquabrasil, assim como com outras instituições de fomento, ensino e pesquisa (FINEP, CNPq, APTA — Polo Regional do Leste Paulista).

Ainda conforme o pesquisador, a base desses trabalhos foi um amplo estudo realizado nos Estados Unidos, com apoio do United States Department of Agriculture/Environmental Protection Agency (USDA/EPA), e em outros países, sob a supervisão do professor Claude Boyd da Auburn University, EUA. O objetivo sempre foi avaliar a sustentabilidade da produção de peixes e camarões a fim de identificar e propor BPM para assegurar a competitividade e sustentabilidade da aquicultura.

Normalmente, as BPM propostas para assegurar o manejo adequado dos viveiros e outros sistemas de produção aquícola incluem o uso correto de fertilizantes, rações, materiais para calagem e terapêuticos e, ainda, medidas de emergência em resposta a baixas concentrações de oxigênio dissolvido que causam grandes mortalidades. “O descarte de peixes e de camarões mortos se destaca como uma das questões sanitárias de maior relevância e deve ser tratada com a devida importância”, destaca Queiroz. “Nesse sentido, toda a propriedade onde é feita a produção deve ser mantida em ordem, segura e de forma ambientalmente responsável. Inclui aí questões fundamentais, como por exemplo, o projeto da infraestrutura de produção visando a boa conservação da bacia hidrográfica e o uso racional dos recursos hídricos, a utilização de locais adequados para armazenamento de insumos e depósito de equipamentos, tanques para armazenamento de combustíveis e instalações para eliminação de resíduos”.

É importante observar que em locais onde o meio ambiente está muito degradado — água e solo contaminados por agrotóxicos; bacias hidrográficas com várias áreas sem proteção de cobertura vegetal e avançado processo erosivo, barrancos e ravinas bem acentuados; lagos, reservatórios e viveiros eutrofizados e com alta turbidez – esses locais apresentam muitas restrições relacionadas à qualidade da água e do solo, mas não impossibilitam que a criação de peixes ou de outros organismos aquáticos não possa ser realizada com sucesso.

Para o pesquisador, “um projeto de aquicultura poderia servir como fonte de recuperação de um ambiente degradado se os seus efluentes – ricos em nutrientes — pudessem ser utilizados para recompor essas áreas com árvores nativas, culturas apropriadas, paisagismo, entre outros. Por outro, lado desde que os custos de implantação não sejam economicamente inviáveis, é possível recobrir o fundo e os diques de viveiros escavados com filmes de PVC ou outros materiais similares”.

Além das características do local, é preciso considerar outros aspectos importantes que irão afetar diretamente os índices da produção, como a seleção da espécie, a densidade de estocagem, o uso e a aplicação de insumos para controle da acidez do solo e da água, e também da quantidade de fertilizantes e rações. Obviamente, quando são utilizadas rações comerciais, a quantidade diária deverá ser determinada em função da densidade, das trocas de água, da quantidade de aeradores e dos métodos de arraçoamento e manejo alimentar utilizados. A maneira como os peixes serão retirados dos viveiros também irá afetar a qualidade da água e dos efluentes.

Peixes estressados irão se alimentar menos e crescer mais lentamente. Além disso, estão mais susceptíveis a doenças. A qualidade da água dos sistemas de produção aquícola é determinada, em primeiro lugar, pela condição da fonte utilizada para abastecimento, e como a sua qualidade se altera em decorrência da adição de insumos e nutrientes aos viveiros e reservatórios. Nesse sentido, é importante dar ênfase ao monitoramento das fontes de abastecimento para assegurar sua qualidade e, simultaneamente, realizar o manejo adequado dos sedimentos do fundo dos viveiros e reservatórios.

“Obviamente, as BPM contribuirão para a conservação dos recursos naturais e para a redução da descarga de resíduos para o meio ambiente promovendo, portanto, a manutenção da qualidade nos corpos de água adjacentes aos sistemas de produção aquícola. A adoção dessas BPM deve ser vista pelos produtores como uma ação proativa que resultará na redução de impactos ambientais negativos, ao contrário de ser entendida como uma despesa extra”, acredita Queiroz.

A Circular Técnica 25 pode ser acessada neste link.

FONTE: Embrapa Meio Ambiente
Cristina Tordin – Jornalista
Telefone: (19) 3311-2608

Livro orienta sobre espécies de eucalipto

As espécies de eucalipto somam cerca de seis, dos oito milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil. O número é significativo, mas ainda está longe do potencial de mercado que essas árvores têm, sobretudo se elas ocuparem os espaços de pastos mal manejados distribuídos pelo país. A avaliação é do doutorando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Thiago Bevilacqua Flores, um dos autores do livro Eucalyptus no Brasil, Zoneamento Climático e Guia para Identificação, lançado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), de Piracicaba.

O trabalho de pesquisa para o livro levou dez anos e também apontou alguns equívocos na geografia das florestas de eucalipto brasileiras. “Muitas das espécies que foram encontradas, plantadas em diferentes lugares do Brasil, têm baixa aptidão climática para aquela região”. Isso quer dizer que as espécies foram plantadas onde há menos chances de um pleno desenvolvimento ou produtividade o que, em alguns casos, pode levar o produtor a estender sua área de plantio até regiões nativas.

A saída para o problema é aplicar tecnologia, conhecer melhor as espécies e os locais onde as árvores irão crescer, que é justamente a proposta do livro, afirma Thiago. A publicação deve servir como uma ferramenta tanto para os pesquisadores da área como para os produtores rurais. Nele, são detalhadas as 47 espécies de eucalipto mais cultivadas no Brasil e com algum tipo de utilização comercial.

As árvores que popularmente são denominadas eucaliptos, são originárias principalmente da Austrália e integram um grande grupo de plantas que é formalmente denominado Eucalyptus, com mais de 800 espécies. Muitas espécies foram introduzidas no Brasil no início do século 20 para o fornecimento de lenhas para as locomotivas da época.

Os principais usos hoje são para a indústria de papel e celulose; para o setor de energia, com a produção de carvão; laminados e indústria bioquímica, que utiliza o aroma de eucalipto derivado de óleos essenciais de algumas espécies. Há ainda o chamado pasto apícola voltado para o setor de mel e utilizações para cercas, lenhas e estacas de construção civil. “Havia uma demanda sobre essas espécies, como identificar e recomendar, do ponto de vista bioclimático, quais espécies cultivar e em quais regiões”, justifica Thiago.

Cada espécie apresentada no livro traz sua descrição morfológica, distribuição natural e exigências climáticas, fotos do ramo reprodutivo, do tronco, casca, madeira em corte, tronco em corte, botões florais, frutos e sementes. Também há um texto com comentários taxonômicos, que estabelecem critérios de identificação e diferenciação das outras espécies, e diversos mapas utilizados para a modelagem bioclimática.

A recomendação de aptidão climática foi feita a partir da comparação dos mapas do Brasil com a Austrália, Papua-Nova Guiné, Timor-Leste e parte da Indonésia e Filipinas. Foram avaliados dados das altitudes, temperaturas, médias de precipitação, e outros comparativos, como índice de aridez. O trabalho de modelagem bioclimática foi conduzido pelo pesquisador Clayton Alcarde Alvares, também autor do guia. “Quando uma espécie que tem aptidão climática para um clima frio é plantada numa região quente, o resultado da produtividade dela será aquém do esperado”, reitera Thiago.

O doutorando explica ainda que a indústria de papel e celulose trabalha hoje com híbridos de Eucalyptus, principalmente por propagação vegetativa, ou seja, é realizado o cruzamento genético de duas espécies e a planta resultante é clonada em larga escala, produzindo assim, as mudas que são plantadas. “Por isso você chega no povoamento florestal e os eucaliptos são praticamente todos iguais. A carga genética deles é a mesma ou muito semelhante”. Segundo o autor, conhecer e cuidar do patrimônio genético implantado no Brasil é extremamente importante. “Se surgir uma nova praga, por exemplo, muitas vezes é necessário desenvolver um novo híbrido e isso só é possível com a disponibilidade de um bom arcabouço genético”.

Thiago considera um problema o desconhecimento sobre quais espécies de Eucalyptus são plantadas no Brasil, um dos principais do mundo em produção florestal com predominância do plantio de eucaliptos. Contribuía a falta de uma ferramenta para reconhecê-las. “Muitas espécies foram selecionadas geneticamente para crescer muito rápido e gerar muita madeira. O que é muito bom porque, numa área muito menor, você consegue produzir mais. Contudo, quando se aplica o manejo de forma errada, resultado de desconhecimento das espécies, os processos de produção e conservação são colocados em risco”.

Serviço

Título: “Eucalyptus no Brasil – Zoneamento Climático e Guia para Identificação”
Autores: Thiago Bevilacqua Flores, Clayton Alcarde Alvares, Vinicius Castro Souza e José Luiz Stape
Editora: IPEF – www.ipef.br/publicacoes/guiaeucalyptus/
Páginas: 447
Preço: R$ 69,00

FONTE: Jornal da Unicamp
Patrícia Lauretti – Jornalista
André Vieira – Edição de Imagens

Livro sobre Sistemas agroflorestais para a agricultura familiar da Amazônia ganha 2ª edição

A Livraria Embrapa lançou a 2ª edição do livro ABC da Agricultura Familiar: Sistemas agroflorestais para a agricultura familiar da Amazônia. Em formato de bolso, o livro traz em 39 páginas informações sobre tipos de sistemas agroflorestais (SAF), características de um sistema agroflorestal, orientações para a implantação de sistemas agroflorestais e passo a passo para a implantação de um SAF agrossilvicultural.

A publicação aborda os Sistemas Agroflorestais como alternativas de produção para as propriedades familiares na região Amazônica e tem a autoria dos pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, Silas Garcia Aquino de Sousa, Elisa Vieira Wandelli, Lucinda Carneiro Garcia, José Nestor de Paula Lourenço, que atuam em pesquisas sobre agroflorestas; e Katell Uguen, doutora em engenharia agroflorestal, atualmente professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

De acordo com os autores, “agrofloresta ou sistema agroflorestal é uma opção de uso da terra que consiste na introdução de árvores nos sistemas de produção agrícola, ou de árvores na pastagem, para a criação de animais, de forma harmoniosa, promovendo boas colheitas e criação sustentável de animais”.

Segundo o pesquisador Silas Garcia, “O ABC de SAF tem sido um material utilizado para os cursos de SAF , é um material de fácil compreensão, de acordo com os atores participantes dos cursos de capacitação”. O pesquisador informa que a nova edição atende a solicitações diante da procura pelo tema e os autores aproveitaram para fazer revisões e atualizações no conteúdo. Umas das mudanças é adequação nos períodos de plantio de acordo com o período das chuvas na região, levando em consideração também a influência de fenômenos climáticos recentes, segundo afirma Garcia.

O livro pode ser adquirido pelo site www.embrapa.br/livraria, pelo preço promocional de R$ 4,00 ou diretamente na Livraria Embrapa, localizada em Brasília (DF).

Informações pelo e-mail livraria@embrapa.br.

FONTE: Embrapa Amazônia Ocidental
Siglia Souza – Jornalista
Telefone: (92) 3303-7852

OPAS atualiza guia de perguntas e respostas sobre zika para público brasileiro

Para esclarecer dúvidas de brasileiros com as mais recentes evidências científicas, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil atualizou seu guia de perguntas e respostas sobre o vírus zika e suas consequências.

Confira abaixo algumas das questões esclarecidas pela agência regional das Nações Unidas:

Como as pessoas são infectadas pelo vírus zika?

O vírus zika é transmitido primariamente às pessoas por meio da picada de um mosquito Aedes infectado, que também pode transmitir chikungunya, dengue e febre amarela.

Um estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco detectou a presença do vírus zika em mosquitos Culex quinquefasciatus. Essas amostras foram coletadas em Recife, em casas de pessoas que foram infectadas com o zika. Estudos laboratoriais recentes têm mostrado que as espécies Culex são experimentalmente incapazes de transmitir o vírus zika, e é improvável que eles desempenhem um papel na atual epidemia.

O vírus zika também pode ser transmitido por meio de relação sexual e foi detectado em sêmen, sangue, urina, líquido amniótico e saliva, bem como em fluidos corporais encontrados no cérebro e na medula espinhal.

Em quais locais o vírus zika circula?

A transmissão local do vírus zika pelos mosquitos Aedes tem sido notificada nos continentes da África, nas Américas, na Ásia e no Pacífico.

Existem dois tipos de mosquitos Aedes conhecidos por serem capazes de transmitir o zika. Na maioria dos casos, ele é propagado pelo Aedes aegypti em regiões tropicais e subtropicais. O Aedes albopictus também transmite o vírus e pode hibernar para sobreviver em regiões com temperaturas mais baixas.

Como a infecção pelo vírus zika é diagnosticada?

O diagnóstico é baseado nos sintomas e no histórico recente do paciente — como picadas de mosquitos ou viagens para áreas com circulação do vírus. Testes laboratoriais podem confirmar a presença do zika no sangue. Entretanto, esse diagnóstico pode não ser tão confiável, já que o vírus poderia reagir de forma cruzada com outros vírus como o da dengue e da febre amarela. Um teste confiável de diagnóstico é uma prioridade nas áreas de pesquisa e desenvolvimento.

Como o vírus zika é tratado?

Os sintomas da doença podem ser tratados com medicamentos comuns para dor e febre, descanso e reposição de líquidos. Se os sintomas piorarem, as pessoas devem procurar auxílio médico.

Proteção contra o mosquito

O que as pessoas podem fazer para se protegerem da picada de mosquitos?

A melhor forma de se proteger contra o zika é prevenir as picadas de mosquitos. Mulheres grávidas ou que planejam engravidar, e seus parceiros sexuais, devem tomar cuidados extras, entre eles:

* Vestir roupas que cubram o máximo possível do corpo (preferencialmente de cores claras);

* Usar repelentes, que podem ser aplicados nas áreas expostas da pele ou nas roupas. O produto dever conter DEET — diethyltoluamide — ou IR 3535 ou Icaridin, que são os princípios ativos mais comuns em repelentes. Eles devem ser usados de acordo com as instruções do rótulo e são seguros para mulheres grávidas;

* Utilizar barreiras físicas, tais como telas comuns ou tratadas com inseticidas em janelas e portas;
Dormir embaixo de mosquiteiros, mesmo quando o repouso ocorrer de dia;

* Identificar e eliminar potenciais criadouros de mosquitos, esvaziando, limpando ou cobrindo recipientes com água (baldes, vasos de flores e pneus);

* Programas nacionais podem direcionar corpos de água e resíduos de esgoto — saídas de tanques sépticos devem ser cobertas — com intervenções de água e saneamento.

Como as mulheres grávidas podem se proteger das picadas de mosquitos?

Gestantes que vivem em áreas onde há circulação do vírus zika devem seguir as mesmas medidas de prevenção fornecidas para a população em geral. Devem também ir regularmente às consultas de pré-natal em conformidade com as normas nacionais. Mulheres grávidas que desenvolverem qualquer sintoma ou sinal de infecção pelo vírus zika devem iniciar as consultas precocemente para diagnóstico, cuidados adequados e acompanhamento.

Por que a OMS está focando no Aedes como o principal vetor do zika? Ele é bastante conhecido para justificar o desenho atual do programa de controle de vetores?

Todos os estudos realizados até o momento na África, Ásia, Pacífico e Américas sustentam a conclusão de que o Aedes aegypti é o principal vetor e um mosquito da mesma família, Aedes albopictus, é um potencial transmissor do vírus zika. Ambas as espécies se reproduzem e vivem perto ou dentro de habitações humanas, preferindo picar humanos a outros hospedeiros animais, e uma extensa documentação tem mostrado suas competências na transmissão do zika. Entretanto, pesquisas recentes realizadas no Brasil mostram que o Culex também pode transmitir o vírus.

As recomendações de controle vetorial da OMS focadas nos mosquitos Aedes também são muito eficientes contra outros vetores, incluindo o Culex. A gama de métodos para reduzir a população de mosquitos inclui a pulverização das paredes e interiores de casas, pulverização dentro de espaços, controle larval e eliminação de criadouros. O controle do vetor é recomendado junto às medidas de proteção pessoal, tais como o uso de repelentes e camas com mosqueteiros durante o dia e a noite, entre outros.

Transmissão sexual

O que as pessoas podem fazer para se protegerem da transmissão sexual do vírus zika?

Em regiões com transmissão ativa do vírus zika, os programas de saúde devem assegurar que:

* Todas as pessoas (homens e mulheres) que foram infectadas pelo vírus zika e seus parceiros sexuais — particularmente, mulheres grávidas — devem receber informações sobre os riscos da transmissão sexual do zika.

* Homens e mulheres tenham acesso a preservativos e recebam aconselhamento sobre práticas sexuais seguras — inclusive sobre o uso correto e consistente de camisinhas masculinas e femininas, sexo sem penetração, redução do número de parceiros sexuais e adiamento da primeira relação sexual.

* Os homens e mulheres sexualmente ativos devem ser aconselhados corretamente e terem acesso a uma gama completa de métodos anticoncepcionais para poder fazer uma escolha informada sobre se e quando engravidar, a fim de evitar possíveis efeitos adversos na gravidez e no feto.

* Gestantes pratiquem sexo seguro ou se abstenham de atividades sexuais durante, pelo menos, toda a duração da gravidez.

* Mulheres grávidas devem ser aconselhadas a não viajar para áreas com surto do vírus zika em curso.

Em regiões onde a transmissão do vírus zika não é ativa, os programas de saúde devem assegurar que:

* Homens e mulheres que retornam de áreas onde o zika circula devem praticar sexo seguro ou considerar abstinência por ao menos 6 meses após o retorno para prevenir infecção sexual do vírus zika.

* Casais ou mulheres que planejam uma gravidez e que estão voltando de áreas onde a transmissão do vírus zika ocorre são aconselhados a esperar pelo menos 6 meses antes de tentar conceber para garantir que não há mais possibilidade de infecção pelo vírus zika.

* Os parceiros sexuais de mulheres grávidas, regressando de áreas onde a transmissão do vírus zika ocorre, devem ser aconselhados a praticar sexo seguro ou se abster de atividade sexual durante pelo menos toda a duração da gravidez.

O que as mulheres expostas ao sexo sem proteção, que não desejam engravidar pela possibilidade de infecção pelo zika, devem fazer?

Todas as mulheres e meninas devem ter fácil acesso à contracepção de emergência, incluindo informações e aconselhamento precisos, bem como métodos acessíveis.

Distúrbios neurológicos

O vírus zika é uma causa da microcefalia e da Síndrome de Guillain-Barré?

Com base em um crescente corpo de pesquisas preliminares, há consenso científico de que o vírus zika é uma causa da microcefalia e da Síndrome de Guillain-Barré. Embora intensos esforços continuem a refinar a ligação entre o vírus e a uma variedade de distúrbios neurológicos dentro de um rigoroso quadro de investigação, uma corrente de estudos de casos notificados recentemente, bem como um pequeno número de estudos caso-controle e coorte, apoiam a conclusão de que existe uma associação entre o vírus zika, a microcefalia e a Síndrome de Guillain-Barré.

Existe uma ligação entre o zika e outros distúrbios neurológicos?

Além de microcefalia congênita, uma gama de manifestações têm sido reportadas entre bebês de até quatro semanas em situações onde houve exposição ao vírus zika no útero. Entre elas, estão malformações da cabeça, movimentos involuntários, convulsões, irritabilidade e disfunções do tronco cerebral — tais como problemas para engolir, contraturas de membros, problemas visuais e auditivos e anomalias cerebrais. Em conjunto, o espectro de anomalias congênitas associadas à exposição de fetos ao vírus zika durante a gravidez são conhecidos como “síndrome congênita vírus zika”.

Acesse o guia completo e atualizado neste link.

FONTE: ONU Brasil

Embrapa ensina como produzir minhocas e húmus em pequenas propriedades

A minhocultura é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, esterco, etc) por meio da criação de minhocas com o intuito de produzir o húmus, um excelente adubo para a atividade agrícola. Pensando em difundir essa tecnologia, que ajuda a diminuir o lixo orgânico nas cidades e no campo, a Embrapa Roraima (Boa Vista/RR) montou, em sua vitrine tecnológica, um minhocário.

O espaço servirá como ponto de transferência de tecnologia para que agricultores e interessados em geral possam conhecer as principais técnicas de criação de minhocas em pequenas propriedades. A iniciativa faz parte do projeto Arcoverde, que busca difundir modelos agrícolas sustentáveis para produtores da Região Norte do Brasil.

Segundo o agrônomo Silvio Levy, a minhocultura é perfeitamente adaptada à pequena propriedade agrícola, pois possui um manejo simples. “Essa atividade tem como produto principal o húmus, que constitui um excelente fertilizante orgânico, capaz de melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo”, explica.

Mas a minhocultura não tem apenas essa utilidade. Além de fabricar o poderoso adubo, as minhocas também podem ser utilizadas para a alimentação animal e como isca para a pesca.

Acredita-se que no mundo existam mais de 8 mil espécies diferentes de minhocas. No Brasil, são conhecidas entre 240 e 260 espécies, sendo as mais utilizadas para a produção de húmus as minhocas Vermelha-da-Califórnia e a Gigante-Africana. Ambas estão sendo usadas no minhocário da Embrapa.

Os interessados em aprender um pouco mais sobre a minhocultura podem entrar em contato com o setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Roraima pelo telefone (95) 4009-7135 e agendar uma visita.

Minhocários

Existem vários tipos de minhocários, dos mais simples até os mais caros. Para agricultores familiares, que não pretendem vender comercialmente o húmus produzido, mas apenas utilizá-lo na propriedade, o mais indicado é fazer um minhocário de baixo custo e pouca manutenção.

O folder Minhocultura ou vermicompostagem, da Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ), mostra os principais aspectos para aqueles que desejam começar uma criação de minhocas e produção de húmus. Entre os pontos abordados estão: local ideal de construção do minhocário, técnicas de criação e manejo, comercialização e as principais fontes de matéria prima para produção de húmus.

Outra publicação da Embrapa que fala sobre a minhocultura para a agricultura familiar é a Circular Técnica Minhocultura e produção de húmus para a agricultura familiar, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS), também disponível para download.

Você sabia?

As minhocas não possuem olhos nem ouvidos e por isso seu sentido de direção não é muito bom. Sua movimentação é influenciada por células sensíveis à luz que existem em sua pele. Em geral, evitam a luz direta do sol, preferindo os ambientes sombreados e mais úmidos. Contudo, as minhocas não toleram ambientes encharcados, pois sua respiração é feita pela pele. Em lugares onde há acúmulo excessivo de água, a tendência é de haver pouco oxigênio. Nestes casos, é comum vermos as minhocas saindo do solo para procurar locais mais secos.

FONTE: Embrapa Roraima
Clarice Rocha – Jornalista
Telefone: (95) 4009-7114
E-mail: roraima.imprensa@embrapa.br