Chuva Brasil 15 dias: diminui em SP no início de março

Confira com o meteorologista César Soares, da Climatempo, a previsão de chuva ao longo dos próximos 15 dias por todo o Brasil.

FONTE: TV Climatempo

A importância da preservação de espécies a cadeia alimentar

O Jornal Futura está de volta e agora vamos falar sobre espécies da fauna brasileira. A coruja das torres ou coruja de igreja como também é conhecida tem o hábito de construir seus ninhos em ambientes urbanos e, por conta dessa proximidade com as cidades, muitos animais acabam sendo mortos ou feridos pelas pessoas. Pra piorar a situação dessas corujas, muita gente acredita em crendices, nas quais a coruja traz azar pra quem cruza o seu caminho. A equipe da TV Caatinga de Petrolina, Pernambuco, foi até um centro de reabilitação e de reintrodução de animais silvestres e viu como é feito o trabalho para recuperar algumas dessas espécies da fauna da caatinga. Vamos ver.

FONTE: Canal Futura

Setor pesqueiro reage a lista de espécies proibidas pelo ICMBio

Das 1300 espécies de peixes marinhos registrados no Brasil, pelo menos 98 foram indicadas em um levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como ameaçadas de extinção. A portaria emitida em dezembro de 2014 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) provocou discussão e até um movimento do setor pesqueiro que paralisou o porto de Itajaí, em Santa Catarina. O impasse gerou grupos de trabalho que discutem a melhor forma de ordenamento da pesca sem prejudicar o setor e, principalmente, a fauna marinha. Vamos acompanhar na reportagem da TV Univali.

FONTE: Canal Futura

Extremos climáticos devem ocorrer com mais frequência e intensidade em São Paulo

A variação climática observada na Região Metropolitana de São Paulo nos últimos anos – caracterizada por chuvas intensas concentradas em poucos dias, espaçadas entre longos períodos secos e quentes – deve se tornar tendência ou até mesmo agravar nas próximas décadas.

As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em colaboração com colegas das Universidades de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Universidade de Taubaté (Unitau) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), entre outras instituições e universidades do Brasil e do exterior, no âmbito do Projeto Temático “Assessment of impacts and vulnerability to climate change in Brazil and strategies for adaptation option”, apoiado pela Fapesp.

Projeções climáticas

A fim de avaliar possíveis tendências e alterações no padrão de chuvas extremas até 2100, os pesquisadores fizeram projeções de mudanças climáticas de diferentes regiões do Estado de São Paulo, incluindo a região metropolitana, usando uma técnica chamada downscaling.

A técnica combina o modelo climático regional Eta-CPTEC, desenvolvido pelo Inpe, com os modelos globais HadCM3 e HadGEM2, criados no Reino Unido e usados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), para fazer projeções de curto, médio e longo prazo, com uma resolução espacial de 40 quilômetros.

“Ela permite fazer previsões climáticas mais detalhadas de regiões do Estado de São Paulo, como o Vale do Paraíba ou a Serra do Mar, que não aparecem em um modelo climático global”, explicou Marengo.

O modelo foi rodado pelos pesquisadores com base no cenário 21 SRES A1B de emissões de gases de efeito estufa até 2100, usado pelo IPCC.

Nesse cenário climático, considerado intermediário, as emissões de gases-estufa poderão atingir 450 partes por milhão (ppm) e causar um aumento na temperatura global da ordem de 3ºC até 2100.

Os pesquisadores realizaram simulações para os períodos de 2010 a 2040, 2041 a 2070 e 2071 a 2100, tendo como base o período climatológico de 1961 a 1990, adotado como padrão para projeções climáticas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Os resultados das projeções indicaram que aumentará a frequência e a intensidade de chuvas extremas na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado nas próximas décadas.

Por outro lado, as projeções também sugeriram um aumento significativo na frequência de veranicos nessas mesmas regiões, sugerindo que as chuvas extremas serão concentradas em alguns dias e ocorrerão entre períodos de seca mais longos, explicou Marengo.

“As projeções mostram que haverá um aumento dos riscos de enchentes, inundações e de delizamentos de terra na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado”, disse o pesquisador.

“As pessoas que moram nessas regiões deverão experimentar um aumento maior de temperatura, assim como mudanças no regime de chuva e secas mais prolongandas”, afirmou.

Vulnerabilidade climática

Segundo Marengo, uma das razões pelas quais essas regiões do estado poderão ser mais atingidas pelas variações climáticas é o fato de terem maior densidade populacional.

Além delas, as regiões do Vale do Paraíba, da Serra do Mar, da Baixada Santista e de Campinas também deverão sentir mais os efeitos das variações climáticas, indicou Marengo.

“Os impactos sociais e econômicos do aumento da temperatura, secas mais prolongadas e mudanças no regime de chuva nesses locais deverão ser maiores”, estimou.

“No caso da região oeste de São Paulo, por exemplo, onde a densidade populacional é menor, os impactos serão relativamente menores, mas também ocorrerão.”

A projeção de aumento da mancha na região metropolitana de São Paulo até 2030, justamente nas áreas mais vulneráveis às consequências das mudanças climáticas, deverão agravar ainda mais o risco de desastres naturais, avaliou o pesquisador.

“Os deslocamentos populacionais causados pelas mudanças climáticas não serão só rurais, porque há mais pessoas vivendo nas cidades do que no campo hoje”, estimou Marengo.

“Se fenômenos recentes, como a seca em São Paulo, mostram que não estamos preparados para enfrentar os problemas relacionados às mudanças climáticas, os resultados do estudo reforçam que esses problemas só tendem a piorar e que é preciso considerar possíveis estratégias de adaptação”, disse Marengo.

O artigo contendo resultados dos estudos Observed and projected changes in rainfall extremes in the Metropolitan Area of São Paulo (doi: 10.3354/cr01160), de Marengo e outros, pode ser lido na revista Climate Research em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/.

E o artigo “Rainfall and climate variability: long-term trends in the Metropolitan Area of São Paulo in the 20th century” (doi: 10.3354/cr01241), de Obregón e outros, pode ser lido na mesma revista em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/.

FONTE: Agência Fapesp

Elton Alisson – Jornalista

Ações preparam Minas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas previstos para 2030

O Plano de Energia e Mudanças Climáticas (PEMC) de Minas Gerais, elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), prevê a execução de 64 ações para enfrentar os efeitos agressivos do clima. As medidas, muitas delas já em andamento, foram subdivididas em seis grandes grupos (Energia, Agricultura, Florestas e outros Usos do Solo, Transportes, Indústria e Resíduos). Se aplicadas, elas vão garantir uma redução de 17% a 20% das emissões dos gases de efeito estufa até 2030.

Caso as ações propostas não sejam executadas, estimativas do PEMC indicam um crescimento de cerca de 60% nas emissões e que os impactos decorrentes das mudanças climáticas para a economia estadual podem alcançar prejuízo de cerca de R$ 450 bilhões. As ações tornam-se ainda mais relevantes se considerar que a temperatura no território mineiro deve crescer entre 2°C e 4°C no período até 2030, variando conforme a região e a estação do ano.

“As ações visam reduzir as emissões que causam o aquecimento global, adaptar o Estado aos efeitos da mudança do clima, como, por exemplo, as secas prolongadas e as enchentes frequentes em diferentes regiões”, esclarece a analista de Energia e Mudanças Climáticas da Feam, Cibele Mally de Souza.

Ainda de acordo com a analista, as ações buscam incentivar o desenvolvimento econômico com menor uso de recursos naturais e com maior eficiência, além de sensibilizar e articular setores do Governo e da sociedade em geral. “Os objetivos são promover o desenvolvimento sustentável, garantir a qualidade e quantidade de recursos naturais e a saúde humana”, frisa Cibele.

Para definir quais as ações seriam executadas, primeiro foi feito um diagnóstico da situação climática em Minas, com base na vulnerabilidade às mudanças climáticas, inventário de emissões de gases de efeito estufa, potencial de energias renováveis e de eficiência energética. Numa segunda etapa, foram feitas as projeções de possíveis cenários para o ano de 2030 caso nenhuma medida fosse tomada.

Em seguida, foram discutidas as ações dentro de processos participativos, que envolveram vários órgãos do Governo de Minas e a participação de toda a sociedade mineira. “Agora, vamos executá-las”, salienta Cibele.

Conheça, abaixo, algumas das principais ações propostas pelo PEMC para Minas mitigar e se adaptar às mudanças climáticas. Para conhecer mais detalhes do PEMC, bem como todas as medidas propostas, clique aqui.

Agropecuária

Destaca-se o Programa Estadual de Recuperação de Pastagens Degradadas, que visa revigorar campos a partir da agricultura e da pecuária bovina. Também tem o objetivo de melhorar a produção agrícola e da pecuária de corte e leite, além de usar os dejetos da pecuária no solo como fonte de nutrientes ao invés de armazenar como resíduos. Serão priorizadas as tecnologias propostas pelo Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Entre outras ações, também estão o melhoramento genético e redução da emissão de metano dos ruminantes e o uso sustentável de florestas plantadas.

Florestas e Uso do Solo

Um dos principais focos é a revisão e a ampliação do Plano Estadual de Fomento Florestal. Trata-se de uma estratégia integrada de prevenção e combate ao desmatamento no território mineiro, abordando todos os biomas presentes no Estado. A ampliação do programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Previncêndio) é outra ação de destaque.

Indústria

O Programa Estadual de Eficiência Energética (PEEE) é o carro-chefe. A iniciativa vai promover projetos de eficiência energética dentro das indústrias e articular medidas com possíveis linhas de financiamento. A promoção do programa se dará por meio de incentivos fiscais, tributários, creditícios ou outros benefícios governamentais adicionais a serem definidos. Entre outras ações, destaca-se a proposta de diferenciação tributária para tecnologias de baixo carbono e a substituição gradual de fontes energéticas com alto fator de emissão de gases de efeito estufa.

Energia

Ampliar o uso de tecnologias de aquecimento solar e a geração de energia fotovoltaica, bem como de produtos eficientes e de baixo carbono, é uma das principais iniciativas. A intenção é intensificar o uso de aquecedores solares e sistemas de geração de energia fotovoltaica a fim de diversificar a matriz energética e aumentar a eficiência na utilização dos recursos disponíveis. Outras ações relevantes são o fortalecimento do programa Energias de Minas, com o incentivo da produção de energia elétrica a partir das fontes solar, eólica, biogás e biomassa, e a criação de um projeto de incentivos para a produção de bioquerosene de aviação e etanol.

Resíduos e Efluentes

Destaca-se a criação do Fundo Estadual de Resíduos Sólidos. A ideia é regular a geração, redução, reutilização, reaproveitamento, reciclagem, tratamento e destinação final adequada dos resíduos sólidos. Ações complementares merecem destaque, como o fomento ao aproveitamento, inclusive energético, da matéria orgânica, e o incentivo à indústria de reciclagem.

Transportes

O estudo de viabilidade para implantação de ciclovias nas marginais das rodovias estaduais é uma das principais ações. O estudo vai ser composto por uma análise de viabilidade econômica e ambiental. Áreas prioritárias serão identificadas para a implantação, levando-se em consideração os locais onde há relevante número de acidentes envolvendo ciclistas. Outras medidas são a ampliação e potencialização do programa de incentivo à renovação da frota de caminhões e o desenvolvimento de estímulos econômicos para aquisição de veículos híbridos e elétricos.

FONTE: Agência Minas