Capim Elefante Carajás, dupla aptidão: nutrição animal e geração de energia

O novo cultivar de capim forrageiro, o Capim Elefante Carajás, lançado em janeiro pela Matsuda Sementes e Nutrição Animal, é destinado principalmente à alimentação de animais, oferecido in natura, picado no cocho ou em forma de silagem, para o período mais seco e frio do ano. O Carajás oferece ainda excelente potencial como matéria prima industrial e energética.

Segundo Alberto Takashi, engenheiro agrônomo do Departamento Técnico da Matsuda, o intuito da empresa ao desenvolver esse novo capim foi o de “atender o mercado de forrageira para corte, selecionando cultivares de capim elefante de alta produção, de boa qualidade nutricional e que pudessem ser estabelecida através de sementes, características desejáveis em uma forrageira para corte”.

Takashi justifica o desenvolvimento do novo cultivar pela Matsuda, ao ressaltar que, na pecuária moderna e em propriedades tecnificadas, “é importante manter uma área com pastagem de corte, servindo de fonte de forragem para ser cortada, picada e oferecida aos animais ou guardadas em forma de silagem para a época mais crítica do ano. Por outro lado temos produtores que estão se especializando cada vez mais em sua atividade, seja na engorda de animais, na cria e até mesmo na produção de leite, investindo em pastagens, em genética e em técnicas de produção. Um dos problemas na pecuária tropical é a sazonalidade na produção de forragem, onde temos uma alta produção no período mais quente e chuvoso do ano e baixa produção no período mais seco e frio”.

O Carajás é originário de seleção recorrente, por três ciclos consecutivos, de diversos acessos obtidos do cruzamento interespecífico entre Pennisetum purpureum X Pennisetum glaucum. Segundo Takashi, é uma planta “com hábito de crescimento ereto, formando touceiras densas, vigorosas e com bastante perfilhos, com 3,3 a 3,4 m de altura, teor de proteína bruta de 13,47%, digestibilidade de 61,07% e matéria seca de 45,7 t/ha/ano”.

De acordo com os resultados obtidos em pesquisas durante o desenvolvimento do novo cultivar, o Carajás pode ser recomendado para o plantio em regiões tropicais, onde a precipitação mínima anual é de 800 mm temperatura média anual de 25ºC, e a temperatura mínima fique acima de 15ºC.

Alberto Takashi explica que o cultivar Carajás foi avaliado também para aceitação pelos animais, “obtendo resultado positivo para todas as espécies de animais avaliadas, com bom destaque para bovinos de leite e de corte”. Por se tratar de um cultivar que necessita de solos de boa fertilidade ou devidamente corrigidos e adubados, o técnico da Matsuda recomenda “a coleta e análise do solo antes do plantio. Para as recomendações de calcário e fertilizante, o produtor deve procurar um engenheiro agrônomo”.

Takashi ressalta ainda que a confecção de silagem “é uma ótima alternativa, porque pode ser armazenado para as épocas mais críticas do ano. Para ensilar o Carajás, recomendamos picar a forragem em partículas pequenas de 2 a 3 cm. Isso facilita e melhora a eficiência da compactação, que é um dos segredos para se obter uma boa fermentação e conseqüentemente uma silagem de boa qualidade”.

ALTERNATIVAS ENERGÉTICAS

Resultados de pesquisas recentes, em fase final de comprovação, revelam o excelente potencial do Carajás como matéria prima industrial e energética. Na área industrial pode ser utilizado para a produção de celulose-papel e congêneres. Com base na elevada produção de matéria seca (39 — 46 t/ha/ano), elevado teor de celulose na matéria seca (44,3%) e excelente qualidade de fibra (de tamanho médio a longo).

Outra alternativa é a geração de energia elétrica, através da combustão da matéria seca que aquece a água, gerando a produção de vapor sob alta pressão que aciona geradores elétricos. A utilização é baseada na elevada produção de matéria seca, de elevado poder calorífero durante a combustão (4.500 kcal/kg) e elevado teor de lignina (22,9%) que é um dos componentes altamente combustíveis.

MAIS INFORMAÇÕES

Clique aqui para obter mais informações sobre novo cultivar de capim forrageiro da Matsuda ou entre em contato pelo telefone 0800 704 9000.

FONTE

Activa Press Comunicação Integrada
Marisa Rodrigues e José Luiz da Silva – Jornalistas
Telefone: (11) 3743-2276

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